๐ก๐ฎฬ๐ผ ๐๐ฎ๐น๐ฒ ๐๐๐ฑ๐ผ ๐ฝ๐ฎ๐ฟ๐ฎ ๐ด๐ฎ๐ป๐ต๐ฎ๐ฟ. ๐ ๐บ๐๐ถ๐๐ผ ๐บ๐ฒ๐ป๐ผ๐ ๐ฝ๐ฎ๐ฟ๐ฎ ๐๐ฒ๐ป๐๐ฎ๐ฟ ๐ด๐ฎ๐ป๐ต๐ฎ๐ฟ.
A final da CAN entre Senegal e Marrocos teve futebol, emoรงรฃo e drama. Mas teve tambรฉm uma mancha difรญcil de ignorar. O comportamento da seleรงรฃo marroquina, fora das quatro linhas, ultrapassou limites que nรฃo podem ser ultrapassados.
Empurrar, arrastar pelo chรฃo e intimidar um suplente adversรกrio apenas por protege a toalha do seu guarda-redes nรฃo รฉ competitividade. ร falta de fair play. ร desportivismo negativo levado ao extremo. Os marroquinos, como estava a chover, nรฃo queriam que Mendy secasse as suas luvas. Yehvan Diouf, guarda-redes suplente do Senegal, tornou-se herรณi fora do jogo ao defender รdouard Mendy com um enorme carรกter. Protegeu o colega, a equipa e, acima de tudo, o jogo.
Hรก que saber ganhar. E hรก que saber perder. Marrocos nรฃo soube ganhar e, por isso mesmo, acabou por merecer perder. Quando se tenta vencer pela intimidaรงรฃo, pela confusรฃo e por comportamentos antidesportivos, perde-se legitimidade. Perde-se razรฃo. Perde-se respeito.
O mais irรณnico? O prรฉmio fair play atribuรญdo pela CAF a quem protagonizou algumas das imagens mais lamentรกveis da noite. Um contrassenso que exige reflexรฃo.
Que as entidades que governam o futebol nรฃo fechem os olhos. Que a FIFA e a CAF tenham mรฃo pesada nesta situaรงรฃo. Proteger o jogo tambรฉm รฉ proteger os seus valores.
Ontem foi uma toalha. Amanhรฃ pode ser outra coisa qualquer.
E se normalizarmos isto, estamos a perder muito mais do que um jogo.
Parabรฉns Senegal pela conquista da CAN.

