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A final da CAN entre Senegal e Marrocos teve futebol, emoÃ§ÃŖo e drama. Mas teve tambÊm uma mancha difÃcil de ignorar. O comportamento da seleÃ§ÃŖo marroquina, fora das quatro linhas, ultrapassou limites que nÃŖo podem ser ultrapassados.
Empurrar, arrastar pelo chÃŖo e intimidar um suplente adversÃĄrio apenas por protege a toalha do seu guarda-redes nÃŖo Ê competitividade. à falta de fair play. à desportivismo negativo levado ao extremo. Os marroquinos, como estava a chover, nÃŖo queriam que Mendy secasse as suas luvas. Yehvan Diouf, guarda-redes suplente do Senegal, tornou-se herÃŗi fora do jogo ao defender Ãdouard Mendy com um enorme carÃĄter. Protegeu o colega, a equipa e, acima de tudo, o jogo.
HÃĄ que saber ganhar. E hÃĄ que saber perder. Marrocos nÃŖo soube ganhar e, por isso mesmo, acabou por merecer perder. Quando se tenta vencer pela intimidaÃ§ÃŖo, pela confusÃŖo e por comportamentos antidesportivos, perde-se legitimidade. Perde-se razÃŖo. Perde-se respeito.
O mais irÃŗnico? O prÊmio fair play atribuÃdo pela CAF a quem protagonizou algumas das imagens mais lamentÃĄveis da noite. Um contrassenso que exige reflexÃŖo.
Que as entidades que governam o futebol nÃŖo fechem os olhos. Que a FIFA e a CAF tenham mÃŖo pesada nesta situaÃ§ÃŖo. Proteger o jogo tambÊm Ê proteger os seus valores.
Ontem foi uma toalha. AmanhÃŖ pode ser outra coisa qualquer.
E se normalizarmos isto, estamos a perder muito mais do que um jogo.
ParabÊns Senegal pela conquista da CAN.

